quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Arruda prá Spantar o Mau-olhado


O Arruda, grupo de samba de raiz, foi criado em 2005 por cinco amigos moradores de Vila Isabel que tinham a intenção de promover rodas de samba e resgatar compositores como Noel Rosa, Cartola, Candeia, Monsueto, Zé Ketti, João Nogueira e outros baluartes do gênero. Hoje, o grupo é reconhecido pelo seu refinado repertório, composições próprias. seus nove integrantes: Gustavo Palmito (repique de mão), Fabão (tan-tan), Bubba (percussão), Marcelinho (rebolo), Popó (percussão), Paulo Zerbini (voz e pandeiro), Leandro Junior (violão), Armandinho do Cavaco (cavaquinho) e Maria Menezes (voz), vencedora da Mostra de Novos Talentos Carioca da Gema 2010.
O grupo foi batizado com este nome após os seus nove integrantes levarem um jarro com a planta, figas, uma carranca e olhos de boi para a roda que realizavam em frente à quadra da Mangueira, na barraca da Tia Zezé, para atrair bons fluidos, já que tinham constantes problemas devido à falta de estrutura do local. A partir deste dia, tudo transcorreu bem e os frequentadores criaram o ritual de colocar ramos de arruda atrás das orelhas e batizaram de “Pagode da Arruda”. Lá, eles ficaram conhecidos e, durante três anos, centenas de pessoas passaram a se reunir no local aos sábados à noite até o amanhecer. Em 2011, passa a se chamar apenas “Arruda”.
Por conta da alegria contagiante e batucada incomparável, se apresentaram em eventos fechados e casas de shows como: Dito & Feito, Gente Fina, Mistura Carioca, Teatro Odisséia, Centro Cultural Cartola, Terreirão do Samba, Choperia Brazooka, G.R.E.S Mangueira, Vila Isabel e São Clemente, no Rio, e Mercado Municipal, Bar Mangueira e Bar Salve Jorge, em São Paulo, entre outros. O grupo também agitou o evento da Secretaria Especial de Aquicultura e da Pesca, comandou a festa da Entrega da Chave do Carnaval, no Palácio da Cidade, ambos em 2009, além de inúmeros aniversários, casamentos e festas empresariais.
Outro ponto de encontro foi o Bar da Nalva, conhecido como Ladeirinha da Lapa. Todas as sextas, uma multidão subia as ruas para sambar. De lá, as apresentações semanais partiram para a casa de shows como Parada da Lapa, onde permaneceram por um ano e meio.
Atualmente, o grupo Arruda se apresenta no Bar da Boa, Centro Cultural Carioca, Restaurante Gabinete, Café Cultural Sacrilégio e Casa Rosa.
Neste ano, os amigos sambistas completam seis anos de união neste movimento que leva alegria e energia positiva.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Melhores Momentos Morro de Alegria

O Morro de Alegria do último sábado foi um sucesso! Quem subiu o morro, não se arrependeu! Não faltou gente animada, muito samba no pé e atrações da mais alta qualidade!

No início da ladeira, já se ouvia o chorinho do Bar do Seu Antônio embalando quem passava por lá, subindo mais um pouco, a Praça do Cantão já se enchia de pessoas aproveitando a cerveja de garrafa, batendo papo com os amigos e curtindo um samba de primeira.








Na Quadra da Mocidade Unida do Santa Marta, a empolgação começou com o grupo Descendo a Serra tocando diversos sucessos, entre eles Alguém me Avisou, de Dona Ivone Lara e Samba pras Moças de Zeca Pagodinho. Depois, a Velha Guarda da Império Serrano levantou a galera cantando sambas da escola como os clássicos Aquarela Brasileira e Bum Bum Paticumdum Prugurundum.






A Roda de Jongo empolgou todo mundo com sua dança contagiante. Quem estava de fora, ficou com vontade de entrar na roda no ritmo do jongo!





Ao som de “É hoje”, a bateria do Projeto Spanta Neném subiu ao palco para encerrar a noite com muita alegria! Todo mundo saiu do chão com os sambas-enredo e a batida dos tamborins agitou a rapaziada!




Fotos: Ivanildo Carmo

Mais uma vez o Morro de Alegria mostrou que uma festa perfeita não depende de classe, raça, e estilo, e sim querer uma única coisa: se divertir! Obrigado a todos por fazerem o Morro ser maravilhoso! 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Morro de Alegria: falta 1 dia!


O Morro de Alegria é amanhã! Venha subir o morro, curtir o chorinho na ladeira, o samba de primeira, e agitar com os convidados da mais alta qualidade.
Já está com o seu ingresso na mão? (clique aqui para saber mais informações)
Só pra relembrar como é o astral do Morro de Alegria, dá uma olhada no vídeo da edição passada!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Morro de Alegria está chegando!


Anota na agenda, sábado é o dia da Alegria! O Santa Marta vai ferver com mais um Morro de Alegria. O fim de tarde já vai começar animado com a roda de choro do Bar do Seu Antônio na primeira esquina, subindo mais um pouco, a Praça do Cantão espera a galera com uma roda de samba regada a gente bonita e cerveja gelada.
Entrando na Quadra da Mocidade Unida do Santa Marta, a festa começa com o grupo Descendo a Serra, mostrando o melhor do samba e do jongo, logo depois quem agita é a Roda de Jongo, ritmo nascido na Africa que deu origem ao samba, e a última convidada da noite será a Velha Guarda da Escola de Samba Império Serrano, muito bem representada por grandes nomes do samba carioca.
 E, como sempre, a bateria do Projeto Spanta Neném encerra essa delícia de sábado com seu ritmo contagiante, para não deixar ninguém parado! Você não pode ficar fora dessa festa, venha viver momentos inesquecíveis num ambiente agradável, que não vai faltar  animação e, claro, muita alegria!



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os Guardiões do Samba da Império Serrano!


Preservar as tradições e ser guardiã do patrimônio cultural da escola. Estes são os objetivos da Velha Guarda do Império Serrano, muito bem representada por grandes nomes do samba carioca.

A primeira formação, que surgiu nos anos 80, era composta por Mano Décio da Viola, Mestre Fuleiro, Tio Hélio, Carlinhos Vovô, Nilton Campolino, Sebastião Molequinho (Seu Molequinho)  e Dejanira, sendo dissolvida na década de 90 por alguns problemas, principalmente, de saúde de alguns integrantes com idade avançada. Segundo Dicionário Cravo Albin, em 2002, o grupo foi reorganizado por Wilson das Neves, compositor e consagrado baterista da banda de Chico Buarque, e Zé Luiz, presidente de honra do grupo e co-autor de sambas memoráveis como “Todo menino é um rei” e “Tempo ê”.

Depois passaram a integrar o grupo: Tuninho Fuleiro (filho de Mestre Fuleiro, um dos fundadores do Império Serrano), Aluízio Machado (grande campeão de sambas-enredo e parceiro de Beto-Sem-Braço), Ivan Milanez (percussionista e compositor) , Sílvio (baluarte da Ala de Bateria), Cizinho (sobrinho de Mano Décio e exímio tocador de surdo), Fabrício (autor de “O samba não pode parar”, gravado por D. Ivone Lara), Capoeira da Cuíca e as pastoras Lindomar, Balbina e Nina.


Velha Guarda Império Serrano

Em 2002, a Velha Guarda foi convidade por Dudu Nobre a participar do CD “Chegue Mais”, na qual interpretou “Meu Drama”, autoria de Silas de Oliveira e J. Ilarindo. Depois participou da gravação ao vivo do CD/DVD também de Dudu Nobre no Canecão, cantando “Aquarela Brasileira”, de Silas de Oliveira. Além de se apresentar na escola em Madureira, o grupo cantou em vários lugares pela cidade, como a Lona Cultural Gilberto Gil, no projeto “Homenagem Velhas-Guardas 2004”, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro; no Armazém 161, na Zona Portuária, com o show “Império reizinho de Madureira”; e na “Feira de Antiguidades da Rua do Lavradio, centro do Rio. Em 2006, a Velha-Guarda lançou o primeiro  CD, “Um Show de Velha Guarda”, produzido por Wilson das Neves.

Um pouco de história: Uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, Império Serrano, fundada em 1947, já foi nove vezes campeã do carnaval. O Morro da Serrinha foi reduto de célebres jongueiros, reúne uma produção de sambas de terreiro da mais alta qualidade e sambas-enredos consagrados, entre eles Bum Bum Paticumbum Prugurumdum” (Aluísio Machado) e o inesquecível “Aquarela Brasileira” (Silas de Oliveira), que canta em tão belos versos o “colorido sutil, e este lindo céu azul de anil”, emoldurando em aquarela o nosso Brasil.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Berço do Samba!

Dos quintais do Morro da Serrinha, em Madureira, para os palcos do país. Essa é a trajetória do grupo Jongo da Serrinha, fundado pelo mestre Darcy e Vovó Maria Joana Rezadeira na década de 60. O Jongo da Serrinha teve, desde o inicio, a preocupação com a preservação do jongo - uma das raízes do samba - e é responsável por dar continuidade a essa tradição. As rodas informais na comunidade se transformaram em ensaios artísticos virando uma forte de referência cultural afro-carioca.

Entenda: O jongo, ou caxambu, é uma ritmo que teve suas origens na região africana do Congo-Angola. Chegou ao Brasil-Colônia com os negros de origem Bantu, trazidos como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos Estados do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

O Jongo da Serrinha atua ainda na promoção social da comunidade através de iniciativas educacionais como a ONG Grupo Cultural Jongo da Serrinha. Criado em 2000, o Grupo tem o objetivo de criar mecanismos de preservação e divulgação do jongo, além da educação e profissionalização de jovens. Produz espetáculos com artistas da própria comunidade formados nos projetos desenvolvidos pela ONG, como a Escola de Jongo. Além disso, a ONG foi registrada como o primeiro Bem Imaterial do Estado do Rio de Janeiro pelo Instituto do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 A Creche Tia Maria do Jongo e o Centro de Memória da Serrinha também fazem parte da lista de iniciativas que aliam a preservação cultural ao trabalho social e atendem diariamente 120 crianças e jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro. O Jongo já recebeu diversos prêmios pelos trabalhos artístico e social. Para saber mais sobre o Jongo da Serrinha, entre no site oficial.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Samba de raíz!

O grupo Descendo a Serra, composto por músicos experientes – alguns fazem parte da banda que acompanha os shows de Mart’Nalia - e possui uma importante raíz na comunidade da Serrinha, em Madureira, tradicional berço cultural do samba e do jongo.

Hamilton Oliveira ou Fofão da Serrinha (cavaco e voz), Claudio Brito (percussão geral), Tiaguinho da Serrinha (bandolim) e Adriano Furtado (violão 7 cordas) compõem o grupo, e possuem na carreira influências musicais de dar inveja. Claudio Brito, por exemplo, é  filho do grande percussionista Ovídio Brito, considerado por muitos o grande cuiqueiro do país. Ovídio já foi um dos homenageados do Morro de Alegria.


O repertório traz toda uma bagagem cultural que valoriza os grandes mestres do samba, mesclando ainda com o jongo, mostrando assim o que a Serrinha tem de melhor!  Saiba mais sobre o grupo Descendo a Serra [no site oficial do grupo].


Foto: Site Oficial Descendo a Serra